6 de dezembro de 2012

Resenha: Argo da @Intrinseca

Argo
Autor: Antonio Mendez e Matt Baglio
Ano de Lançamento: 2012

Número de Páginas: 256
Editora: Intrínseca



“Ainda que nosso falso filme de ficção científica jamais tenha rendido um centavo, na minha cabeça ele teve a estreia mais bem-sucedida da história do cinema. Salvamos a vida de seis pessoas – um saldo nada mau para um filme que nunca existiu.”

Sinopse 
Em 4 de novembro de 1979, os funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Teerã são surpreendidos pela invasão de um grupo de militantes, que faz 53 reféns. Em meio à confusão, seis diplomatas conseguem escapar e encontram refúgio na residência do embaixador do Canadá. Mas Tony Mendez, especialista em disfarces da CIA, sabe perfeitamente que é apenas uma questão de tempo até que sejam encontrados. Para retirá-los do país, ele concebe um plano muito arriscado, digno de cinema. Disfarçando-se de produtor de Hollywood e apoiado por um elenco de agentes secretos, falsificadores e especialistas em efeitos especiais, Mendez viaja para Teerã a pretexto de encontrar a locação perfeita para um falso filme de ficção científica chamado Argo. Neste livro, ele revela todos os detalhes da complexa operação que aliou o alto escalão de Hollywood ao mundo da espionagem.

Argo ganhou versão filmada que estreiou nos cinemas brasileiros em 9 de novembro, estrelada e dirigida por Ben Affleck, com elenco que inclui nomes como Alan Arkin e John Goodman. Leia nossa crítica aqui!!

Thriller narrado pelo próprio autor da operação que reconstitui uma sequência
alucinante de acontecimentos.

“Em ritmo veloz, a narrativa revela os bastidores da operação de resgate realizada pela CIA em 1979, no auge da crise dos reféns da embaixada americana no Irã. (...) Os detalhes da perigosa operação injetam suspense e empolgação aos capítulos finais.”
Publishers Weekly




Ver o filme de depois ler o livro. Eu sempre prefiro a ordem correta mas mais uma vez o filme estreava e o livro chegou dois dias depois, então vi o filme e lendo o livro vi que faltou muita coisa.

Por esse motivo, apesar de ser cinéfila, sempre prefiro o bom livro quando se trata desse assunto de adaptações cinematográficas.

Em "Argo" lemos o relato de um agente da CIA Antonio Mendez que começa contando que sempre gostou de pintar, queria seguir a carreira mas a vida lhe levou para a CIA onde se especializou em desenhar fugitivos, locais de invasão e muitos outros lugares.

Com isso, ele virou referência dentro da unidade quando era para desvendar disfarces. A vida dele é bem relatada e ao invés de somente um filho pequeno como mostra no filme ele tinha na verdade 3!

Os relatos de como e porque aconteceram os conflitos também são bem explicados, as relações com os EUA antes de 1979 quando Khomein assuimiu em dezembro daquele ano o poder e não aceitou que os Estados Unidos tivessem aceitado dar asilo político ao xá anterior. 

A desculpa dos EUA era que ele era um homem doente e precisava tratar do câncer, mas o líder político e religioso não aceitou e queria de qualquer forma que ele fosse devolvido para ser julgado no país, na verdade ele seria morto. 

Com a negativa americana em devolver o ex líder, o Irã cortou relações não dando vistos para americanos e invadindo a Embaixada Americana em Terã, tomando como reféns mais de 60 funcionários do governo americano, torturando alguns e prometendo matá-los. No entanto 6 deles conseguem fugir e se refugiam na casa do Embaixador canadense.

O que ninguém poderia imaginar é que a ocupação durou exatos 444 dias. Ou seja, enquanto os EUA tentava resgatar os 6 outros 60 estavam nas mãos dos rebeldes.

Antonio conta que só havia participado uma vez de algo parecido, na Russia na operação RAPTOR. Impressiona mais ainda que esse pai de família tenha arriscado tudo para salvar a vida de 6 desconhecidos.

A ideia de fingirem que iriam filmar um filme de ficção científica chamado Argo - daí o nome do livro - no Irã fez muitos rirem e duvidarem que eles conseguiriam sair de lá vivos.

Se não fosse verdade seria mesmo difícil de acreditar que Antonio conseguiu enganar tantos iranianos com sua ideia de filmar no país e que eles conseguiram sair de lá vivos. 

Sim, o final é feliz mas nem por isso menos tenso. No livro não tem como fechar o olho como no filme quando parece que serão capturados, você lê com mais rapidez querendo chegar a um final!

O bacana é que tanto o livro de Antonio Mendez quanto o filme de Ben Affleck não engrandecem os EUA como costuma acontecer.

Antonio conta como começaram as disputas entre EUA e Irã, como era quando eram aliados e como os EUA errou em apoiar o Irã em algumas coisas que resultaram no poder de um louco que mostrou suas garras assim que pôde.

Para quem que assim como eu gosta de história, de imigração, de suspense, é mais do que recomendado. 

O livro é pequeno e eu o li em pouco tempo. A história que começa em 1979 mas se passa boa parte dos inícios dos anos 80 é extremamente interessante, posso dizer que é uma aula de cultura, de história ... e com um final surpreendente! Perfeito! 

O grande herói do livro Antonio, agradece ao país que realmente lhe ajudou: Canadá. 

Palmas para os dois!

Beijos, Raffa Fustagno

2 comentários:

  1. Meu professor viu esse filme no último fim de semana e disse que é sensacional. Eu não sabia que tinha um livro narrando essa mesma história. Parabéns pela resenha de primeira!

    http://perdidasnabiblioteca.blogspot.com.br

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  2. Oi!

    Estou passando para convidar você para uma super promoção que tá rolando lá no blog

    http://livroterapias.blogspot.com.br/2012/12/promocao-de-natal-morte-subita-brinde.html

    Beijinhos

    Rízia - Livroterapias

    ResponderExcluir

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