18 de janeiro de 2013

Sexta Envenenada: Amante Libertada = Manny + Vishous + Butch


“Você,
um “Irmão” de fato.
Acho que está exatamente
onde deveria estar - e
não sou a única a pensar assim.”
Amante Libertada
“Toda gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo.
Ver com agrado seus êxitos exige uma natureza muito delicada”.
Oscar Wilde



Olá, Envenenados!

Mais uma tão esperada sexta-feira em nossas vidas! Eita diazinho querido. Não conheço uma única pessoa que não anseie por ele, que conte as horas para que ele esteja logo presente.
Isso me lembra a ansiedade com que nós, amantes de livros, ficamos aguardando o lançamento daquele livro que estamos loucos para ler, seja porque muitos têm comentado sobre ele, porque adoramos seu autor e, na pior das hipóteses, faz parte de uma série que inadvertidamente começamos a acompanhar e agora precisamos lidar com o tempo que o autor leva para escrever, o tempo que leva para seu lançamento e, culminando a angústia, se o livro for estrangeiro, podemos começar a ler outros livros, tirar nosso jegue da tempestade, pois aí é que a coisa fica feia: ou ele vai levar tanto tempo para chegar aqui que poderemos reler a série inteira, começar outra e nos odiarmos pela dependência, quase química, que ele nos causa, ou simplesmente ele não chegará nunca e você terá que se satisfazer com os textos disponibilizados na internet.
Mas, vá lá, somos brasileiros, né? Não desistimos nunca, e um belo dia o livro sai e começamos a encomendá-los virtualmente, passamos na livraria e imploramos para que o vendedor nos avise quando ele chegar... Bom, eu estou dizendo exatamente o que faço e só estou usando o “nós” para não me sentir tão sozinha nessa loucura literária. Mas acho que só eu faço isso, né??? Enfim...
Falando em espera e séries, resolvi dar continuidade a minha dissertação sobre uma das minhas séries mais queridas, a saga da Irmandade da Adaga Negra. Assim, seguindo a sequência dos livros, hoje é o dia de Amante Libertada (eu não gostei da escolha do nome, só para constar).
Para ser honesta, esta é a terceira vez que tento escrever sobre este livro, ou melhor, sobre o personagem ou personagens dele. Não que eu não tenha gostado dele, gostei, embora não seja como com os demais. Tentarei me explicar durante esta coluna.
Quando falei sobre Vishous, disse que era um dos Irmãos que precisaria de mais de um livro para ter sua história contada, que a complexidade de sua vida precisava ser mais explorada. Pensei que teria um pouco mais de informação sobre ele no Guia Oficial da Série, que foi escrito e publicado logo depois de Amante Consagrado, que a princípio seria o último. Mas, pelo menos para mim, ali senti ainda mais necessidade de V.
Em Amante Libertada, felizmente um pouco (um pouco mesmo) de justiça ao Irmão mais maltratado começa a ser feita. Embora a história do livro deveria ter sido focada na irmã gêmea do cara e no seu parceiro romântico, V. pôde expor parte de seus monstros internos e seu melhor amigo, nosso tira maravilhoso, também retorna para ampará-lo.
Desta forma, não posso mencionar apenas um absinto hoje, pois, verdade seja dita, Amante Liberta tem muito Manny, transborda de Vishous e nos acalanta com Butch. Por isso, os três são os gatos da vez. Duvido que alguém vá se queixar.
O Dr. Manuel Manello surge pela primeira vez em Amante Liberto e logo de cara mostra que é osso duro, dominador, mandão, intenso, mas também adorável, lindo e exalando testosterona como colônia única.

“─ Que diabos acha que está fazendo, Whitcomb?
A Dra. Jane Whitcomb desviou o olhar da ficha do paciente que estava preenchendo e fez uma careta. Manuel Manello, cirurgião-chefe do Centro Médico St. Francis, estava caminhando na direção dela como um touro. E ela sabia bem por quê.
A coisa ia ficar preta.
Jane assinou rapidamente no fim do receituário, entregou a ficha para a enfermeira e observou enquanto a mulher saía. Uma boa tática de defesa, e nada incomum ali. Quando o chefe ficava daquele jeito, os funcionários se escondiam... o que era o mais lógico a se fazer quando uma bomba estava prestes a ser lançada e não se tinha muito cérebro. Jane o encarou.


─ Então você ficou sabendo.
Adam Cowie
─ Aqui dentro. Agora – ele empurrou com violência a porta para a sala dos cirurgiões.
 Quando ela entrou com ele, Priest e Dubois, dois dos melhores cirurgiões do St. Francis, olharam para o chefe, pegaram o que tinha de pegar na máquina de salgadinhos e deixaram correndo a sala. Ao saírem, a porta se fechou sem qualquer ruído. Como se também não quisesse chamar a atenção de Manello.
─ Quando pretendia me contar, Whitcomb? Ou pensou que Columbia ficasse em outro planeta e eu nunca descobriria?
Jane cruzou os braços. Era uma mulher alta, mas Manello era maior do que ela alguns centímetros, e ele tinha o mesmo corpo dos atletas profissionais que operava: ombros largos, peito largo, mãos grandes. Aos quarenta e cinco anos, estava em excelentes condições físicas e era um dos melhores cirurgiões ortopédicos do país.
Além de um filho da mãe assustador quando ficava irritado.
[...]"
 Isso tudo porque soube que Jane, uma de suas melhores cirurgiãs estava em busca de outros horizontes profissionais. Mas, curiosamente, não foi apenas neste momento que nosso cirurgião-chefe mostrou-se tão territorial quanto qualquer um dos Irmãos e, embora tenham sido poucas, suas aparições foram muito marcantes em Amante Liberto.
Manny passa todo desejo que sente por Jane, mas também o respeito e admiração pela amiga. Mas temos certeza de que há algo mais neste personagem magnífico. Isso fica bem claro quando V. precisa ir ao escritório do bom doutor para apagar os registros de sua passagem pelo hospital. V. usa suas habilidades em Manny, fazendo com que este lhe entregue todos os registros, mas se surpreende ao perceber que o médico consegue raciocinar ainda que em transe, pois questiona várias vezes quem era ele.
Mais ainda quando está prestes a ir embora do escritório de Manny.
“V. olhou para o rival pela última vez. O cirurgião estava olhando para ele sem entender, mas também sem medo, com os olhos castanhos agressivos e inteligentes. Era difícil de admitir, mas na ausência de V.o cara provavelmente seria um bom parceiro para Jane.
Idiota.
V. estava prestes a se virar quando teve uma visão tão clara que parecia aquelas que tinha antes de suas premonições pararem.
Na verdade, não era uma visão. Era uma palavra. Que não fazia qualquer sentido.
Irmão.
Esquisito.
V. cuidou da mente do médico e se desmaterializou.”
Também quando Jane vai ao seu apartamento para se despedir, ela sente que não seria definitivo, teve a impressão de voltariam a se encontrar.
Pois bem, Manny voltaria sim, dois livros depois, como protagonista de Amante Libertada. Aqui o grande cirurgião é “convocado” para cuidar de Payne.
A irmã recém descoberta de Vishous sofre uma lesão na coluna vertebral, em decorrência de uma luta com Wrath do Outro Lado. O rei cego a traz para o Lado de Cá (ainda não sei como eles se referem a este lado), uma vez que Payne se recusa a receber os cuidados da Virgem Escriba (ainda vou descobrir a razão da escolha desse nome, já que ela nem é virgem, nem escriba).
Como não obtém muito sucesso na tentativa de socorrer sua cunhada, Jane recorre ao seu antigo chefe.
Para o bonitão o drama está apenas começando, se pensarmos nas descobertas que vai fazendo a partir daí.
Mas para Vishous e, consequentemente, Jane e Butch é apenas uma faísca dentro de um quartinho cheio de explosivos.
Nosso menino entra numa crise sem tamanho e arrasta consigo aqueles que estão mais próximos dele.
Não é para menos, não é?
Depois de tudo pelo que passou com o monstro de seu pai, a descoberta de quem era sua mãe, a situação esquisita, mas de certa forma cômoda, que vive com Jane, ele descobre de uma forma extremamente trágica que possui uma irmã gêmea. Dá pra aceitar até a ideia de matricídio que retorna com força total.
Muitas pessoas não entendem Vishous, não aceitam sua maneira de agir. Mas é como eu disse há algumas Sextas Envenenadas atrás: muitos julgam, sem sequer se dar ao trabalho de conhecer a história por trás de tudo.
V. entre todos os Irmãos é o único que não consegue se desvencilhar de vez de seu passado – mas como poderia? Seu presente é ainda torturante.
Vishous herdou um pouco do sofrimento de cada um de seus Irmãos: uma maldição letal como a de Rhage, o isolamento e a dor física como Z., a perda da única mulher que amou como Thor, a mutilação física como Phury, o abandono por parte dos pais como Butch, além do trauma em relação à irmã e a responsabilidade com sua raça exigida pela deusa criadora de todos, como Wrath. Cresceu só, enfrentando a indiferença dos companheiros do acampamento, a violência do pai, o descaso da mãe e ignorando completamente a existência da irmã.
David Gandy

Por sorte, encontrou em Butch e Jane o amor, amizade e compreensão que nunca conheceu. Então, é de se esperar que tenha uma dificuldade monstruosa em demonstrar afeto, em lidar com suas frustrações e sequer admiti-las.
Em Amante Libertada há um desencadeamento de todos os seus traumas, o que porá em risco sua relação com Jane, em xeque a amizade com Butch, sua sanidade mental e mesmo sua vida. Como Z, em Amante Desperto, V. busca na dor física o alívio para toda tempestade emocional.
Assim, Butch retorna à ação como um salvador, como aquele que fará de tudo para não perder seu amigo.
Em meio a tudo que está acontecendo, os momentos de ternura são muito bem-vindos, como quando V. vai pedir socorro ao amigo e Marissa, em sua única aparição diz tudo o que nós gostaríamos de dizer.
 “Butch olhou para sua shellan. Sem hesiitar ela assentiu, os olhos tristes e gentis compreenderam bem que V. estava emocionado... mesmo naquele estado entorpecido.
─ Vá – disse ela. Cuide dele. Eu te amo.
Butch assentiu. Provavelmente gesticulou com a boca um ‘eu te amo’ de volta para ela. Em seguida, olhou para V. e murmurou rispidamente.
─ Espere no pátio. Vou pegar o Escalade... e uma toalha do banheiro, tudo bem? Está parecendo o maldito Freddy Krueger.
Quando o tira foi até o armário para tirar o roupão e se vestir, V. olhou para a shellan do macho.
─ Está tudo bem, Vishous – ela disse. – Vai ficar tudo bem.
─ Não ansiava por isso. – Mas precisava fazer antes que se tornasse um perigo letal para si mesmo e para os outros.
─ Eu sei. E eu também te amo.
És uma bênção sem medida – pronunciou no Antigo Idioma.
E, então, fez uma reverência para ela e se afastou.”
Uma atitude simples, um “eu te amo”, muitas vezes faz uma diferença tremenda, mas não qualquer atitude, não qualquer “eu te amo”, mas carregados de verdade, de compaixão e na medida certa. Como isso fez falta na vida da maioria dos Irmãos. Na de V., então!
Aqui Bucth tem papel fundamental na vida de Vishous, os momentos são muito fortes, e porão os dois à prova emocionalmente e fisicamente.
Quanto a Manny, também terá sua cota de sofrimento, claro que muito longe da que V. passa, mas se vê apaixonado por uma mulher que é “seu par perfeito... (mas) alguém tão incompatível.”
Também passa pelo sofrimento de ver sua égua condenada pelo acidente sofrido durante uma corrida.
Mas muita coisa está para acontecer da vida desse médico que está acostumado a manter tudo sob controle, sua profissão, seus funcionários, sua vida...
Coincidentemente, Manello é filho de uma enfermeira, assim como Butch. Não conheceu seu pai, assim como Butch, pelo menos não seu pai verdadeiro. E isso, acredito eu, deve dar pano para mais histórias envolvendo o tira e o médico mais gostosos da saga.
Quanto a Payne, personagem que dá título ao livro, infelizmente, na minha humilde opinião, não teve tanta participação quanto eu esperava. Para começar meu dilema, já disse aqui que sou um pouco paranóica com determinadas situações, percebi, nas várias leituras que fiz, que não há coerência em alguns dados.
Quando Wrath traz a irmã de V. para ser tratada e esta é apresentada a Jane, shellan de seu irmão em Amante Meu (p. 540), a médica tem uma surpresa assustadora, pois a paciente em questão é muito parecida com seu hellren.
Ora, neste momento Jane diz o nome de Vishous, o que choca Payne que até então acreditava que o irmão estivesse morto há mais de dois séculos. Aqui ela descobre que seu irmão não só está vivo, como vinculado com Jane e, portanto sua querida mãe mentiu ao dizer que o filho morrera, impedindo que se conhecessem.
Mas quando estão conversando na clínica da Irmandade, já em Amante Libertada (p. 142), Payne revela que conhecia tudo sobre seu irmão através das tigelas de visões das Escolhidas, que permitiram que ela observasse todas as fases da vida de Vishous, podendo, inclusive, avaliar a atual, ao lado de Jane como a melhor de todas.
Enfim, talvez eu é que não tenha mesmo entendido o que houve de um livro para o outro... talvez tenha que fazer o “sacrifício” de reler, reler, reler...
Vida que segue. Neste volume temos o primeiro contato com Xcor e seus bastardos – não, não é um nome de banda de rock – um grupo de vampiros guerreiros que também lutam contra os redutores, mas que tem muito contra a Irmandade. Xcor é filho de Bloodletter, assim como V. e Payne, que viu seu pai ser morto por uma fêmea que era a versão feminina de seu pai e desde então busca vingança.
Também participamos da angústia de Qhuinn e revemos o querido José de la Cruz com seu novo parceiro.
Enfim, Amante Libertada, não se prende ao casal protagonista, graças a Deus, mas abriu um leque de tantas histórias que podemos ter certeza de que há ainda muito mais por vir. E só para que saibam, já tenho o meu exemplar de AMANTE RENASCIDO, cuja leitura já iniciei.
Adriana Lima
Longe de mim, dizer que o nome do livro está errado, mas acho que pela história toda e por não ter Payne como o foco principal, talvez não fosse esse o mais apropriado.
Vishous está aqui, muito presente, muito ele, frágil e forte, furioso, sedento de tantas emoções que se o livro tivesse seu nome não me causaria estranheza nenhuma. Como eu disse, ele merece justiça. Acho que Ward percebeu, inclusive, a revolta dos fãs com a criadora da raça já que felizmente não tem aparecido para encher a paciência com suas exigências imbecis e fúteis.
Espero que V. e Payne tenham uma oportunidade de conviver mais e que possam confrontar sua doce mamãezinha.
Uau! Não pensei que conseguisse escrever tanto sobre Amante Libertada. Como eu disse no início, a história principal é permeada de outras com igual importância, o que o torna talvez um link para as próximas aventuras da Irmandade da Adaga Negra.
Por hoje é só, pe-pe-pessoal, com diria o Gaguinho! Fico por aqui, desejando uma Sexta fantástica e um final de semana maravilhoso!
Beijos e Carpe Diem!
Tania Lima

6 comentários:

  1. Tenho todos os livros dessa série *_*
    Não curti o nome também, mas gostei do livro.

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    1. Então somos duas, Lariih!
      Adorei sua presença!
      Bom final de semana!
      Beijos
      Tania

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  2. Acho esse livro muito intenso.... e também não gostei do nome,mas o seu post está perfeitoooooooooooooo.......


    amo essa série,me dedico a ela e amo todos os guerreiros,mesmo com todos os seus defeitos e falhas!!!

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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    Respostas
    1. Oi, Bia!
      Que bom que você gostou! Acho que quase ninguém concordou com o nome, o livro é a cara do V. Mas é isso aí mesmo, livro bom, bem escrito e com histórias e personagens fantásticos!
      Amo a IAN!
      Beijos, linda!

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  3. Tenho que dizer, você escreveu uma resenha maravilhosa, uma das melhores que já li sobre esse livro.Infelizmente ainda não o li porque estou comprando a série aos poucos, já que são muitos, mas muitos livros mesmo.. rsrsrs.. Bom, tenho que confessar, Vishous ainda foi pouco explorado realmente pela autora, é o irmão que mais sofreu e ainda sofre, por isso, espero que a autora nessa nova série "The Black Dagger Legacy" possa enfocar um pouco mais nesse vampiro que amo tanto. Meu favorito.

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    Respostas
    1. Oi, Janielle!
      Você foi mordida e arrebatada pelos Irmãos, definitivamente!
      V também é um dos meus favoritos! Amo demais tudo que tem a ver com ele!
      Obrigada, querida por sua visita e comentário!

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