21 de março de 2013

A Luz Através da Janela da @Novo_Conceito



A Luz Através da Janela 
Autora: Lucinda Riley 
Editora: NOVO CONCEITO
 
Ano de Lançamento: 2012
 

Número de páginas: 542
 

Tradução:
 Ivar Panazzolo Junior 






SINOPSE 
Conhecer o passado é a chave para libertar seu futuro. 
Emilie de La Martinières nasceu em uma rica e aristocrática família francesa, porém, depois da morte de sua glamorosa e distante mãe, ela se encontra sozinha no mundo e como única herdeira da grande residência em que passou sua infância, no sul da França. Um antigo caderno de poemas conduz Emilie à busca pela misteriosa e bela Sophia, cujo trágico caso de amor alterou o destino de sua família. 
Em Londres, 1943, a jovem arquivista Constance Carruthers é recrutada pela SOE, chagando em Paris durante o auge da Segunda Guerra Mundial, quando a cidade estava ocupada pelo inimigo. Em suas primeiras horas na França, ela conhece uma rica família, envolvida em um jogo mortal de mentiras e segredos. Forçada a entregar sua identidade, todos os laços com sua terra natal e seu amado marido, Constance se vê em meio a uma complexa rede com consequências que afetarão as gerações seguintes. 





Olá Envenenados!!! 
Fui novamente presenteada por minha querida amiga Mathilde com a oportunidade de resenhar a obra de uma de minhas autoras favoritas Lucinda Riley, que novamente nos presenteia com um livro apaixonante. 

Em A Luz Através das Janelas, conhecemos Emilie de La Martinière, última herdeira de uma famosa e aristocrática família francesa. Criada com muito luxo e conforto, porém, sem a atenção da mãe que se preocupava mais com seus amigos e festas da alta sociedade do que com a única filha, seu pai apesar de introspectivo era mais afetuoso, mas morreu enquanto Emilie era muito jovem.
A maneira como sua mãe a tratava incomodava muito Emiliedesde muito nova ela percebeu que a vida social era mais importante do que as suas necessidades pessoais, criando assim uma aversão ao luxo e riqueza que sempre a cercaram. Sempre renegada ao segundo plano cresceu com baixa auto-estima, e decidiu tomar um rumo totalmente diferente me sua vida, cursar a faculdade de veterinária o que causou grande desagrado a sua mãe. 

“ É triste ver que minha filha prefere a companhia dos animais à de seres humanos” ... a mãe franziu os lábios, expressando desaprovação” – Pág.19 

Como única herdeira da fortuna deixada por seus pais, Emilie foi forçada a voltar a casa em passara boa parte de sua infância o château da família, localizado no interior da França. Tendo que decidir sobre o que fazer com os bens herdados, o peso de sua linhagem recaiu sobre Emilie de forma quase insuportável, ela não se sentia preparada para ser a última De La Martinières. Ao contrário de sua mãe ela sempre foi avessa as festas e a vida social, sendo reservada como o pai. Mesmo nascida em uma família de heróis e cujos feitos seriam lembrados pelos moradores locais e pela sociedade parisiense, seu único desejo era parecer uma pessoa normal. 

Em meio a esse momento de desalento, se sentindo sozinha e um verdadeiro fracasso, sem saber o que fazer, ela conhece Sebastian, um homem encantador que como um anjo começa a ajudá-la com as decisões nessa nova etapa de sua vida. A convivência com Sebastian se transformou em uma paixão avassaladora e em pouco tempo estavam casados. Emilie decidiu ficar com château e precisou comunicar aos empregados da vinícula anexa a propriedade e que também pertencia a ela, foi neste encontro com Jacques, empregado antigo e amigo fiel de seu pai, que a história de sua família começou a ser revelada, mostrando uma ligação entre seu pai e a avó de Sebastian 

Jacques começa a contar a história de Constance, uma jovem que pouco depois do inicio da Segunda Guerra e a ida de seu marido para as linhas inimigas poucos dias depois de seu casamento, decide se juntar as forças aliadas. No relato Jacques conta como Constance tornou-se uma das mais bem treinadas moças a serem mandadas para fazer parte da resistência na França, porém, em sua primeira noite de atividade, a rede de agentes a qual Contance deveria se ligar estava praticamente arruinada pelos nazistas, e conforme fora instruída buscou seu último refugio, e acabou por se encontrar com o De La MartinièresEdouard e Sophia eram irmãos e pertenciam a nata francesa que era filiada ao nazismo. Em um primeiro momento Constance pensou ter sido traída, mas logo percebeu tudo o que via não passava de uma fachada para passar aos aliados alguma informação que pudesse ser útil. 

Constance é obrigada a ficar a família para que seu disfarce não seja revelado. Então, começa a saga de Connie e Sophia, que em meio aos horrores da guerra, fizeram do amor seu porto seguro, mesmo estando a grandes distâncias de seus amados e se forçaram a ver a luz que passava através da pequena janela em se transformaram suas existências. 

“Bem, para mim Lawrence era como se o mundo se iluminasse totalmente quando eu estava com ele. Até mesmo os dias mais enfadonhos pareciam ter o brilho do sol, uma caminhada pelos charcos se transformava em um momento mágico, simplesmente por que ele estava ao meu lado” (Constance descrevendo a Sophia como se sentia ao lado do marido) – Pág.180 

Entre as descobertas do presente e do passado Emilie tem que amadurecer e aceitar que algumas escolhas interferem em sua vida e na vida das pessoas que a cercam. 

A história é narrada em terceira pessoa, o que nos ajuda a entender os muitos aspectos de cada personagem e situação exposta. 

Uma leitura prazerosa que nos comove, levando a refletir sobre a bravura humana, além da capacidade de se refazer e acreditar que algo de bom vai acontecer. 

Lucinda Riley mais uma vez encanta com uma escrita primorosa e uma narrativa ágil criando expectativa a cada página e a aumentando a vontade de sabermos o final do que está sendo contado. 

Espero que vocês apreciem essa história como eu e até a próxima. 


Clarice

2 comentários:

  1. Parabéns pela resenha! Estou ansiosa para ler A Luz Através da Janela! Beijo!

    www.newsnessa.com

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  2. Não posso dizer muita coisa sobre a escrita da Lucinda Riley porque não li nem este nem o outro livro dela. Por falta de tempo ou interesse, não sei, mas como você, várias pessoas a elogiam demais. As histórias parecem mesmo ser tocantes, mas ainda não me sinto tentada...
    Beijos.

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