10 de maio de 2013

Sexta Envenenada: Amando Evangeline




"Tentei lhe dizer muitas coisas,
 mais acabei descobrindo que amar
 é muito mais sentir do que dizer.
E milhões de frases bonitas, jamais
alcançariam o que eu sinto por você."
José de Alencar
"Jamais, em todo o mundo,
o ódio acabou com o ódio;
o que acaba com o ódio é o amor."
Buda

Olá, Envenenados!


Dia desses, estava conversando com algumas amigas a respeito dessa coluna. Comentávamos sobre suas características, sobre personagens que já passaram por aqui e também sobre alguns comentários que são postados.
Um dos comentários que mais me chamaram a atenção foi o da Denise Lemos, na Sexta Envenenada de 12 de abril deste ano, quando falei sobre Lucien, Guardião da Morte, do livro O Beijo Mais Sombrio, da série Senhores do Mundo Subterrâneo (Gena Showalter).
Não sei se a Denise leu minha resposta ao seu comentário, mas gostaria que soubesse que gostei demais da crítica, pois mostra que realmente ela é nossa leitora assídua e conhece essa coluna, de fato.
Denise, você tem razão, a coluna deu uma desviada, mas foi um pouco por conveniência, mas também para mudar um pouco mesmo. Espero que tenha lido as postagens posteriores a essa.
Outros comentários me fizeram rever o significado de resenha e spoiler. Sinceramente, para mim, ambos são quase a mesma coisa. Resenha é um resumo crítico de algo (livros, notícias, etc.), e spoiler é basicamente contar algo sobre algo, fazer algumas revelações. Ora, se um blog se propõe a escrever resenhas de livros, obviamente deverá revelar algo, senão não é resenha. Claro, que os fatos importantes não deveriam ser expostos, mas, mesmo que sejam, cabe a quem costuma buscar esses textos, a escolha entre ler ou não. A contra-capa de um livro, por exemplo, contém spoiler. Acho que já disse isso. Enfim, se eu não desejo saber algo sobre algo, eu nem procuro, mas cada um no seu quadrado (de quatro, pelo amor da deusa), não é?
Enfim, como resenha é um resumo crítico sobre algo, não consigo ver a maioria das postagens da Sexta Envenenada como resenha, até porque nesta maioria não falo sobre o livro e sim sobre seus personagens principais – suas características, algumas cenas...
O que tento fazer aqui é mostrar o que me atrai em cada personagem e, claro, dou crédito aos seus criadores. A Sexta Envenenada me foi presenteada justamente pela maneira como eu descrevia oralmente alguns personagens, que me seduziram em definitivo. Não é, Mathilde? Personagens marcantes, homens e mulheres, que, de alguma maneira, me cativaram e me fizeram sobrecarregar minhas prateleiras.
E é assim que será, exceto quando realmente considerarmos apropriado resenhar algum livro, onde os personagens me flecharam.
Um desses personagens encantadores foi Robert Cannon.
Por várias vezes eu disse aqui que tinha restrições quanto aos romances de banca. E, francamente, ainda tenho com algumas autoras.
Para hoje, eu tinha me programado para escrever sobre um determinado personagem, de outro livro, mas estava “fuçando” uma banca de jornal enorme, que fica dentro de um hipermercado, próximo à minha casa. Ela é bem grande mesmo, dessas que têm vários títulos de livros, não se limitando aos artigos que as bancas normais vendem normalmente. Entrei e dei uma olhada nas prateleiras e, eis que encontro um título que não esperava. Daí, a inspiração tomou outro rumo e acabei optando por este livro, pois parecia que estava me pedindo para falar sobre ele hoje.
Estou falando de Amando Evangeline, da minha querida Linda Howard, uma das poucas autoras que me fazem comprar romances de banca com um prazer quase sexual. Eu já li a história, mas não tinha o livro, e adoraria tê-la na versão de livraria, mas Linda é Linda.
Robert Cannon surgiu na minha vida quando li o primeiro romance da série Duncan e Cannon, onde saboreei a história de Reese Duncan, outro bonitão que, em outra oportunidade, apresentarei a vocês.
Pedro Soltz
Robert, absinto do dia, “Era um homem alto, esguio, com a graça e o poder elegantes de uma pantera. Havia algo de felino em sua cor, também, com os cabelos negros lustrosos e os olhos verdes pálidos. Alguém poderia ver Robert Cannon como indolente. Seria um engano perigoso.”
Ele é um empresário bem sucedido, proprietário de uma corporação que lida com inúmeros contratos com o governo e que vê uma de suas empresas sendo alvo, não apenas de espionagem, mas talvez também de traição.
Não se trata aqui de um playboy, bilionário, “dono do mundo” que não tem nada melhor para fazer em suas longas horas ociosas. Não mesmo!
“Ele tivera uma criação culta e abastada, mas se tornara mais rico com sua própria astúcia para os negócios, e sua reputação era impecável. Também tinha muitos amigos, tanto no Departamento de Estado como no de Justiça, homens poderosos por seus próprios méritos, que tinham por ele o mais alto respeito.”
Robert é desses que são sofisticados, cultos, bonitos, mas que mantêm uma fera em seu âmago, que desperta apenas com a necessidade.
Nesta história, nosso homem decide investigar pessoalmente a situação, ainda que tenha contatado o FBI para dar e receber informações. Assim, ele parte para Huntsville, Alabama, onde fica a PowerNet, empresa do Cannon Group que está desenvolvendo um software altamente confidencial para a NASA. Dá para perceber a grandeza no pepino??? Pois é.
Onde está o romance??
Vamos lá.
Evangeline Shaw era a proprietária e operadora de uma marina em Guntersville, uma pequena cidade situada à beira do rio Tennesse. Começaram a acreditar que Evie fosse cúmplice de Landon Mercer, gerente da PowerNet.
Mercer passou a alugar um barco a motor na marina. E, em uma das vezes que ele alugou o barco e partiu pelo rio, Evie fechou seu estabelecimento e o seguiu em seu próprio barco. Teriam retornado separados, com minutos de diferença.
E daí? Legal: a marina era tão popular que, obviamente, o fato de ser fechada ao no meio do dia, tão “sem propósito”, chamaria a atenção.
Evie vivia em seu paraíso particular: a marina, as pessoas, sua família, enfim, vivia em seu reino.
“Ela não se parecia em nada com as mulheres que sempre o atraíam. Era também uma traidora, ou no mínimo estava envolvida em espionagem industrial. Ele tinha toda intenção de acabar com ela, de entregá-la à justiça. Ainda assim, não conseguia tirar os olhos dela, não conseguia controlar seus pensamentos rebeldes, não conseguia conter as súbitas pancadas em seu peito. Estava suando naquele calor sufocante, mas, de repente, o calor dentro de si tornou-se tão causticante que fez a temperatura externa parecer fresca em comparação. A pele parecia muito apertada, as roupas muito restringentes. Um peso familiar nos quadris tornou as últimas duas sensações reais demais, em vez de produtos de sua imaginação.
As mulheres que desejara no passado, guardadas todas as diferenças de caráter, tinham em comum certo senso de estilo, de sofisticação. Todas pareceram – e foram – caras. Robert não se importava, e gostara de mimá-las (também quero) ainda mais. Todas eram bem-vestidas, perfumadas, refinadas. [...]
Evie Shaw, em contraste, evidentemente não dava atenção às roupas que vestia. Usava uma camiseta acima de seu tamanho que havia amarrado à cintura, uma calça jeans tão antiga que estava desgastada e quase sem cor, além de sapatos docksider (J-zuz, que coisa velha!) igualmente velhos (aham). [...]
Pois é, só não aparece um Robert desses na minha vida, o último foi um Roberto, que mais pareceu um acidente de percurso ou uma pedrada no meio da testa!
Katherine Heigl
Enfim, Robert Cannon, poderoso, gostoso, salve-salve, encontrará o dilema de sua vida: em sua busca pelo espião-traidor-zé-roela que está prejudicando, não apenas sua empresa como também seu país, depara com a mulher capaz de abalar todas as suas estruturas, mas que também pode ser cúmplice de tudo que ele mais abomina.
Amando Evangeline é permeado de intrigas, desconfianças, conspirações, mas muita sensualidade, muita excitação (deles e nossa) também. Robert é tudo o que eu disse antes, mas possui também uma overdose de testosterona que parece transbordar pelas páginas. E tudo isso é despertado por Evie, que tem muita história para contar.
Esse “livrinho”, pequenino em tamanho, mas grandioso pelo nome da autora que o pensou, pela história fantástica que nos prende e por personagens tão opostos e tão ímpares, está hoje em minha estante, sem preconceitos e sem restrições. Na verdade, o que eu queria mesmo era que a Harlequin se empolgasse e publicasse o predecessor de Duncan e Cannon, assim eu ficaria mais feliz.
Não por acaso, entrei no site da Harlequin para conferir outros títulos da Linda, e encontrei Amando Evangeline entre outros dessa minha autora preferida, assim como os de outras mestras na série Rainhas do Romance. Passem lá para conferir, não se acanhem!
Outra descoberta que fiz foi que essa história foi adaptada para um filme em 2001. Agora, é sair caçando o vídeo para conferir se foram fiéis ao texto da Howard!
Eu fico por aqui, desejando a todos um excelente fim de semana, e que o Dia das Mães seja de paz, amor e muita leitura!
Fiquem bem e Carpe Diem!


10 comentários:

  1. Adoro a Linda Howard. O que me levou a querer por demais este livro, foi o comentário da minha amiga, sobre o tal " mocinho reprimido " e uma frase bombástica dele.
    eu li, e embora muita gente tenha criticado de forma negativa, eu adorei!

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  2. Ainda não li nada da Linda, mas essa história me chamou atenção enquanto lia o post. Não sei porque ele me lembrou um pouco Sr. e Sra. Smith ahhaha talvez pelo gênero parecido e tal.
    Mas esses homens chamam atenção de qualquer jeito né? hehehe
    Agradeço por não ser daqueles ricos que acham que são donos do mundo, como em alguns livros por aí, acho meio forçado, não sei.

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  3. Oi Tania!!!
    Querida, depois de ter lido os livros do Clã dos Mackenzie tenho devorado todos os livros de Linda Howard (culpa sua, rsrsrs), esse ainda não li, mas ele é o próximo, assim que terminar Coração Eterno. Não vejo a hora!
    Amei o post, fico com água na boca depois de ler cada um deles!
    Beijossss!!!

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  4. Hoje eu vou comentar sobre seu texto inicial. Achei muito pertinente, na verdade. Resenhas bem feitas tem algum tipo de "spoiler". Assim como você, tenho restrições com romances de banca. Na verdade, os dois pés atrás. Mas com a coluna estou começando a abrir meu leque de possibilidades. Tenho gostado muito de algumas histórias e personagens que você nos apresenta.
    Então, acho válido deixar meu agradecimento. Está sendo bem legal de acompanhar.
    bjs
    bjs

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  5. Bom na verdade nenhuma de nós que fazemos resenhas dos livros fazemos o que de fato é uma resenha, nós fazemos mais um resumo de dados do livro. Afinal uma resenha de um livro de 600 pgs por ex. nunca daria uma/ duas páginas de word rs. E uma resenha de propõe a expor a obra, sem medo de spoilers, afinal é feita para consulta, como um fichamento quase.
    Eu procuro contar o mínimo a respeito do livro, mas qd se trata de continuações a coisa muda, não tem como não dar pistas grandes.


    P.s Nunca li nada da Linda...

    Miquilis: Bruna Costenaro

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  6. Uau!
    Confesso que ainda não li nada da Linda, mas a medida que eu lia esse post eu sentia cada vez mais vontade de conferir o livro. E esse livro tem um enredo um pouco diferente, o que faz esse livro ser mais apetitoso! E além disso, romances de banca tem sido meus livros preferidos para passar o tempo, se divertir, enlouquecer, rir.. e muitos mais!
    Eu estou amando essa coluna do blog! Eu sempre estou ansiosa pela sexta-feira para poder conferir uma nova história deliciosa na Sexta Envenenada!
    E, sinceramente, para quem ainda não leu romances de banca, dê uma oportunidade, vale a pena!
    Beijos.

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  7. Linda realmente faz com que um simples livrinho de banca seja um grande destaque em nossa estante. Mesmo não conhecendo esse livro ainda, gostei muito dessa escolha por não ser só um romance, tem todo um mistério também pela investigação tomada pelo Robert.

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  8. Eu tinha um pouco de preconceito com romances de banca, sabe!
    Mas os posts do blog acabaram com isso. Fico louca pra ler os livros que vocês mostram aqui!
    A Linda Howard vai pra minha lista de autores que eu ainda preciso ler. :)

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  9. É isso aí, Tania!!!

    Nunca achei qui vc 'perdeu a mão' porque eu sempre AMO ler a Sexta Envenenada... sua escrita é maravilhosa e nos encanta sempre!

    Mas, concordo com vc... os absintos deliciosos estavam em falta e estavam deixando saudades...rs!!

    Eu amo a Linda sendo livro de banca ou não! Essa mulher arrasa!! E quem me mostrou o caminho de tentações da Linda?? Você amiga!! Obrigada!! rs

    Estou ansiosíssima pela Sexta Envenenada desta semana... Vou babar!!

    Beijocas e te amo!!

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  10. Muitíssimo curiosa para ler, já que além de Reese Duncan, tô devorando romances de Linda Howard... Culpa sua! xD

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